Três meses em vinte e cinco dias

Não sei se já ficou claro por aqui, mas uma das minhas maiores paixões na vida é viajar. Eu adoro me sentir perdida em um país completamente desconhecido e acho uma das melhores sensações do mundo.
Daí que eu e o Fê, depois de muito pensar, repensar e mudar planos ao longo dos primeiros meses do ano, decidimos ir viajar. Só que não resolvemos fazer uma viagem curtinha, de uma semana, ou até um mês em algum lugar. Nós vamos viajar três meses, de carro, pelos Estados Unidos. E decidimos isso quando compramos a passagem, 25 dias antes da data de embarque.

Brooklyn Bridge at Night
Werner Kunz

Em resumo, temos que planejar, mesmo que só por cima, o que faremos em três meses de viagem. Vamos conhecer MAIS OU MENOS 40 cidades. E eu odeio me planejar. Eu gosto de pesquisar bastante, selecionar várias coisas que talvez eu possa conhecer e decidir na hora, se eu estiver afim. E normalmente acabo mudando a viagem inteira durante o trajeto. E olha que o máximo de tempo que já viajei foi um mês, imagina três?
O que estamos tentando organizar são as hospedagens nos principais lugares, que invariavelmente vão aumentando de preço conforme a alta temporada vai chegando e o transporte. Só que isso implica em chutar uma data exata que estaremos em cada uma das cidades principais, para poder alugar o apartamento ou hostel.

Depois disso é só alegria, e nós já estamos quase nessa fase. Nós decidimos quase tudo da viagem em 10 dias, e só me dei conta disso agora. Mudamos nosso roteiro umas quinhentas vezes (e no fim ele está COMPLETAMENTE diferente do que havíamos imaginado inicialmente e provavelmente vai mudar muito durante a viagem), demoramos muito para escolher cada hospedagem em Los Angeles, Las Vegas, San Francisco e New York, únicos lugares fechados até agora, e ainda faltam alguns bem importantes, como Orlando, Boston, Miami…

Dying Of The Light (Rossall Beach), Blackpool
H Matthew Howarth

Ok, ainda faltam resolver algumas coisas.

Quanto ao roteiro em cada cidade, eu tenho essa mania de querer ver a vida passar em cada uma das cidades, como se eu estivesse realmente vivendo a realidade delas, então já viu…tenho um pouco de preguiça dos pontos turísticos, e sei lá, não vou querer conhecer todos. Gosto de sentir um pouco da vibração da cidade, procurar uns lugares que só os locais frequentam, passar uma tarde sem fazer nada conversando com alguém… não ficar turistando pra lá e pra cá. Mas enfim, né? Isso só direciona de um jeito diferente a busca do que conhecer, já que tem tantas coisas interessantes nas cidades que não estão no roteirão básico. Muito mais coisas, aliás. Mas isso é papo pra outro post.

Bom, é isso, junto do super aperto de saudades dos meus cachorros que eu já estou sentindo, que está acontecendo agora na minha vida. :)

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Sobre espontaneidade, traição e exigências.

Existem algumas coisas nesse mundo que não deveriam ser cobradas em um relacionamento porque não fazem o menor sentido se não forem espontâneas. Para mim, exclusividade de parceiros é uma delas. Eu sou totalmente adepta da monogamia e, já tentei, mas não consegui viver em um relacionamento aberto. Só que não concordo com o modo que isso é mostrado e imposto nas relações.
Caso monogamia durante um relacionamento não fosse um pré requisito quase sempre obrigatório  – a palavra usada de modo errado aí é a fidelidade – os casais estariam muito mais preocupados em serem legais com o outro, procurando sempre deixar o parceiro satisfeito, feliz e entretido com o que tem ali, para que simplesmente não exista a vontade de envolver outras pessoas na soma. Quem está feliz e satisfeito não vai procurar outras pessoas, tanto num relacionamento exclusivo como em um relacionamento aberto. Fidelidade, usada dessa maneira, deveria ser algo que simplesmente acontece. Uma conseqüência. Não uma obrigação, uma cobrança. Isso faria com que as pessoas se esforçassem muito mais para manter aquele relacionamento uma coisa completa para ambos, e não por simples regras impostas por aí e que tomamos como certas.

Outra coisa é a preocupação. Se você cobrar quem você está para que ela se preocupe com seus sentimentos, pensamentos e idéias, isso não será orgânico. Logo, ela não vai estar realmente preocupada. Isso é um resultado óbvio, mas que é muito difícil de enxergar quando você quer que a pessoa se importe da mesma maneira que você. Se importar com o outro é uma coisa básica que deveria estar apenas embutida no relacionamento como um acontecimento natural, não uma exigência.
Se a pessoa não se importa, o amor não existe. Pode ser doloroso, mas é simples. Você não vai conseguir criar um sentimento pelo simples fato de estar cobrando atitudes que fazem parte dele. É muito difícil conseguir separar o que você recebe dos outros: Não sabemos mais se é o que a pessoa realmente quer te dar ou se  está recebendo porque a pessoa acaba se sentindo obrigada a tal.

Às vezes parece que ficamos tão cegos esperando atitudes que não dá nem tempo para parar e raciocinar: Isso não deveria acontecer naturalmente?
E isso responderia uma série de questões que criamos em cima dessa pessoa, caso não estivessemos apenas buscando uma maneira de mostrar para ela que dá sim para demonstrar mais. Demonstrar, às vezes, uma coisa que sequer existe, mas que você – e muitas vezes ela – cisma em acreditar.
Essa é uma das grandes merdas de existir tantas regras inventadas por aí para se relacionar com os outros.

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Ele?

Você diz que eu não sou mulher para ele e que devo te procurar quando decidir voltar a minha realidade. Eu não sou mulher pra ele? Ele quem? Qualquer um que não seja você?
Talvez eu seja mulher para ele e para muitos outros caras que eventualmente vão aparecer na minha vida. Eu escolho quem eu quero ser. Talvez a que seja sua não seja de mais ninguém, mas eu posso ser muito melhor que ela. E acho que ela sumiu por aí. De qualquer forma, você também não foi procurar.

Parando para pensar ele é mesmo totalmente diferente de você, e em um aspecto que eu não posso ignorar: Ele me quer. E, para falar a verdade, sabe que eu também? Eu me sinto bem quando as pessoas podem dar a mão para mim sem medo de querer soltar na hora de atravessar a rua.
Sabe, às vezes parece que você acha que eu vou ficar aqui sentada, pintando cadernos com meus lápis coloridos enquanto espero você passear por aí. E quando você cansar, é só sentar ao meu lado e puxar papo que eu já vou voltar correndo para os seus braços.

Me deram um mundo inteiro para pintar lá fora. Mas de verdade, sabe? Não aquele que você jura para mim ao telefone.

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Diálogos Imaginários #8

- Você nunca seria o que ele é para mim hoje.
- Eu sei, e eu sou muito mais feliz por saber que você finalmente encontrou alguém que te merece.
- Eu jamais imaginaria você dizendo isso. Você sempre foi tão egoísta, acho que finalmente você cresceu.
- Eu já fui egoísta, hoje em dia você não sabe o quanto eu penso nas pessoas que eu gosto.
- Eu nunca conseguiria imaginar.
- Enfim, eu só fico feliz de saber que ele te faz feliz hoje, de uma maneira que eu jamais poderia fazer.
- Você poderia, caso você quisesse. Há um bom tempo atrás.
- Eu sei disso, mas eu estava muito ocupado olhando para meu próprio umbigo e procurando realizar meus desejos individualistas. Mal sabia eu.
- De que?
- Que meu desejo na verdade era ter você.
- Seu desejo era me possuir. E possuir todas as mulheres do mundo, quando você quisesse. Queria que todas estivessem no poder de suas mãos.
- Mas sempre foi seu cheiro que eu quis sentir de manhã.

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Pessoa do sexo masculino X Homem

Fiquei pensando aqui qual o papel do homem no mundo hoje em dia e porque cada ser humano do sexo masculino deveria comemorar o Dia do Homem. Cheguei a conclusão que pouquíssimos tem realmente do que se orgulhar quando se auto intitulam como homens, o que vai muito além de apenas seu sexo. Vejo milhares de homens se orgulhando por pegar um monte de mulheres por aí, outros de ter os melhores bíceps da academia, mas o ponto crucial para um homem ser considerado como um homem de verdade, na minha visão, não tem a ver com esse tipo de escolha.

Homens que podem sim pegar um monte de mulheres mas são honestos com elas, porque não tem o que esconder e são machos o suficiente para assumir suas atitudes e desejos. Aguentar as conseqüências de seus atos sem precisar partir para a ignorância ou fugir como crianças medrosas. Homens que vão proteger sua família sabendo que ela é a coisa mais importante de suas vidas e escancarar isso para o mundo sem medo de serem chamados de mulherzinhas. Homens que não tem medo de assumir que tem sentimentos e vão dar a mão para sua mãe descer do carro e pedir a benção antes de sair.

Apesar dos metrossexuais, homossexuais, machões e qualquer outra denominação que as pessoas podem criar, acima de tudo, homens precisam agir como homens. Não são pelos no peito, barba por fazer, braços definidos e um sorriso de cafajeste que fazem um homem realmente ser um homem. São suas atitudes. Não é o que você quer parecer, mas sim o que você é.

Espero que o Dia do Homem sirva para que as pessoas do sexo masculino repensem se suas atitudes estão mesmo sendo dignas de homens de verdade. Porque enganar a namorada e sair escondido, pegar um monte de menininhas na balada, ter o melhor tanquinho do bairro e dirigir seu carro turbinado não te faz um homem de verdade. Quero ver ser honesto, assumir seus erros, cuidar de uma família, ser cavalheiro, conquistar todos os dias a pessoa que você ama, dar orgulho aos seus pais e não esquecer de quem você realmente é. Para mim, isso sim é ser homem.

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Diálogos Imaginários #7

- Você tem tantas cicatrizes pelo corpo, o que aconteceu?
- Vamos dizer que eu não faço muita questão de me proteger.
- Por que não? Você sabe que essas marcas não vão sair nunca mais, né?
- Eu sei, e gosto disso. Cicatrizes mostram que você aprendeu.
- Ou que você se machucou.
- Sempre que você se machuca, significa que você aprendeu alguma coisa. Eu adoro essas provas marcadas em minha pele.
- Então suas cicatrizes são de aprendizado?
- As pessoas enxergam cicatrizes como uma situação ruim que ficará estampada para sempre em nosso corpo. Eu concordo em partes, porque para mim não existem situações ruins. Existe sofrimento, mas ele sempre será positivo, um dia ou outro. Não existe dor sem aprendizado, e é isso que vale no final. As cicatrizes são apenas para você lembrar do quanto cresceu. É como um livro.
- E para você não existe maneiras de escrever um livro sem sofrimento?
- Procure os maiores autores da humanidade e veja que todos eles escreveram sobre uma dor. Ela inspira e faz você pensar. Mais do que isso, lembra que você tem sentimentos e faz você sentir cada um deles.
- Eu prefiro trocar os meus pensamentos por uma vida sem dor.
- É uma bela escolha.

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Diálogos Imaginários #6

- Por que precisa ser assim, tão dolorido, tão complicado, cheio de mudanças e testes com nós dois?
- Eu acho que é só o caminho que nós traçamos. Escolhemos estar aqui agora e essa é a vida que optamos.
- Eu não escolheria isso.
- Você não sabia. E acho que nem eu.
- Por que não pode ser simplesmente ficar juntos e pronto?
- Se fosse apenas isso, eu não ia querer. Essas coisas fáceis não me atraem.
- Então a culpa talvez seja sua.
- Isso inclui você.

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